Um dos aspectos explorados na Teoria da Psicanálise de Freud é o da Transferência. Segundo Laplanche e Pontalis (2016, p. 514) Transferência é “o processo pelo qual desejos inconscientes se atualizam sobre determinados objetos no quadro de um certo tipo de relação estabelecida com eles, e eminentemente, no quadro da relação analítica. Trata-se aqui de uma repetição de protótipos infantis vivida com sentimento de atualidade acentuada.” Em outras palavras, podemos afirmar que Transferência seria reviver de forma inconsciente algo que ficou reprimido (por causa de um trauma passado). O indivíduo não se dá conta que está revivendo certa situação e transferindo para o presente algo do passado que ficou em seu inconsciente.
Para facilitar a compreensão da Transferência, o site psicoafetivo.com (elaborado por estudantes de Psicologia da UFSJ) afirma que “A transferência ocorre quando uma pessoa toma as percepções e expectativas de uma pessoa e projeta-as em outra pessoa. Ela, então, interage com a outra pessoa como se a outra pessoa fosse o padrão transferido.” Isso quer dizer que no jogo da vida, nós acabamos nos tornando aquilo que outra pessoa assume que somos se essa transferência nos dá o poder e nos faz sentir bem. E isso ocorre de forma inconsciente.
No que tange ao contexto educacional, é possível perceber a Transferência na relação professor-aluno, quando a criança ou o adolescente enxerga no professor a pessoa não apenas capaz de lhe transmitir informações, mas também afeto. Surge muitas vezes no professor a representação de um pai ou na professora, de uma mãe. Tal vínculo precisa ser explorado de forma saudável, pois Becker, (1997, pp. 111-112), afirma que “na transferência, constituir uma identificação simbólica é uma forma de desenvolver ao adolescente sua posição discursiva”. Sendo assim, quando a criança constitui essa identificação simbólica com o seu professor, ela acaba se desenvolvendo melhor.
Portanto a presença do afeto nas ações dos estudantes em frente ao que é proposto pelos educadores constata que houve uma transferência positiva para a aprendizagem e, dessa forma, conflitos internos são superados e a possibilidade de aprender e crescer se torna real. É preciso trabalhar com o vínculo saudável entre quem ensina e quem aprende a fim de se trabalhar os medos, os desejos e as ansiedades e, com isso, alcançar um desenvolvimento pleno da criança.
A BECKER, F. Da ação à operação: o caminho da aprendizagem em J.piaget e Paulo Freire. Rio de Janeiro: DPIA Editora Palmarinca, 1997.
LAPLHANCHE, J.; PONTALIS, J. B. Vocabulário da psicanálise. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2016.
Transferência na Psicanálise de Freud. Disponível em: <http://psicoativo.com/2016/01/transferencia-na-psicanalise-de-freud.html>. Acesso em 21 abr. 2018.
Para facilitar a compreensão da Transferência, o site psicoafetivo.com (elaborado por estudantes de Psicologia da UFSJ) afirma que “A transferência ocorre quando uma pessoa toma as percepções e expectativas de uma pessoa e projeta-as em outra pessoa. Ela, então, interage com a outra pessoa como se a outra pessoa fosse o padrão transferido.” Isso quer dizer que no jogo da vida, nós acabamos nos tornando aquilo que outra pessoa assume que somos se essa transferência nos dá o poder e nos faz sentir bem. E isso ocorre de forma inconsciente.
No que tange ao contexto educacional, é possível perceber a Transferência na relação professor-aluno, quando a criança ou o adolescente enxerga no professor a pessoa não apenas capaz de lhe transmitir informações, mas também afeto. Surge muitas vezes no professor a representação de um pai ou na professora, de uma mãe. Tal vínculo precisa ser explorado de forma saudável, pois Becker, (1997, pp. 111-112), afirma que “na transferência, constituir uma identificação simbólica é uma forma de desenvolver ao adolescente sua posição discursiva”. Sendo assim, quando a criança constitui essa identificação simbólica com o seu professor, ela acaba se desenvolvendo melhor.
Portanto a presença do afeto nas ações dos estudantes em frente ao que é proposto pelos educadores constata que houve uma transferência positiva para a aprendizagem e, dessa forma, conflitos internos são superados e a possibilidade de aprender e crescer se torna real. É preciso trabalhar com o vínculo saudável entre quem ensina e quem aprende a fim de se trabalhar os medos, os desejos e as ansiedades e, com isso, alcançar um desenvolvimento pleno da criança.
A BECKER, F. Da ação à operação: o caminho da aprendizagem em J.piaget e Paulo Freire. Rio de Janeiro: DPIA Editora Palmarinca, 1997.
LAPLHANCHE, J.; PONTALIS, J. B. Vocabulário da psicanálise. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2016.
Transferência na Psicanálise de Freud. Disponível em: <http://psicoativo.com/2016/01/transferencia-na-psicanalise-de-freud.html>. Acesso em 21 abr. 2018.
Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
PAES, Marcílio Moreira. "A importância do processo de transferência para a educação"; Pedra Pequena. Disponível em: https://pedra-pequena.blogspot.com/2019/06/a-importancia-do-processo-de.html. Acesso em:
PAES, Marcílio Moreira. "A importância do processo de transferência para a educação"; Pedra Pequena. Disponível em: https://pedra-pequena.blogspot.com/2019/06/a-importancia-do-processo-de.html. Acesso em:


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