As pessoas possuem a ilusão de que um relacionamento tóxico já nasceu tóxico, que desde o começo se mostrou assim. No entanto, quando o assunto é relacionamento a situação é um pouco mais complexa. Isso porque as pessoas mudam, e essa mudança pode ser para melhor ou para pior.
Já cansei de ouvir pessoas se queixando de que seu parceiro ou parceira mudou muito quando comparado(a) à época em que se conheceram. Um namorado foi ficando mais autoritário, não deixando a parceira sair sozinha ou com determinadas roupas. Nessa hora não se deve procurar um culpado. Afinal, as pessoas mudam, ou como preferem alguns: se revelam. Casos em que a parceira foi ficando mais ciumenta, exigente e controladora também são comuns.
Todavia, quando o assunto é relacionamento, não se pode deixar de incluir as amizades. Quando ela mostra sinais de controle obsessivo e de ciúme exagerado tem-se um fator alarmante. Há casos em que alguns amigos e amigas chegam ao ponto de ridicularizar as ideias ou atitudes do outro. Aí a situação já é mais preocupante, pois essas atitudes além de não fortificarem a amizade, costumam destruí-la.
No entanto não pense que só o outro é que pode ser abusivo. Todos estão suscetíveis a atitudes destrutivas, todos podem ser cruéis. É por essa razão que é necessário, de vez em quando, sair da ilha para olhar a ilha, parafraseando José Saramago. Em outras palavras, é preciso se policiar, refletir sobre a seguinte frase: Será que estou sendo um bom amigo? Será que eu gostaria que agissem assim comigo?
Daí é que entra em ação a empatia. Não se pode compreender o outro sem se colocar no lugar dele. E quando alguém não se coloca no lugar do outro, acaba ofendendo e ferindo o relacionamento. E relacionamentos são como as folhas de papel: se você amassa uma, ao tentar desamassá-la, não conseguirá que volte a ser como antes. A amizade, quando valorizada, só aumenta. Se você perceber movimento contrário, é melhor dobrar a atenção.
Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
PAES, Marcílio Moreira. "Relacionamentos abusivos"; Pedra Pequena. Disponível em: https://pedra-pequena.blogspot.com/2020/02/relacionamentos-abusivos.html. Acesso em:
PAES, Marcílio Moreira. "Relacionamentos abusivos"; Pedra Pequena. Disponível em: https://pedra-pequena.blogspot.com/2020/02/relacionamentos-abusivos.html. Acesso em:


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