Estava na rua pensando nas mudanças que ocorrem na vida.
Tudo é tão dinâmico, tão corrido. Mas o sentimento de objeto pairou
sobre mim. Comecei a ver por quantas coisas já passei, quantas vidas
marquei, quantos obstáculos superei. Normalmente esse é o ponto de vista
que prevalece quando olhamos para traz ou refletimos sobre nossa vida.
Contudo algo mudou. Uma sensação de estagnação e tristeza invadiu meus pensamentos. O que seria isso? Era a perspectiva. Não mais a mesma. Outra. Um olhar diferente. Percebi que não era eu quem passava pela vida das pessoas, pelas coisas e pelos obstáculos. Como é ruim se sentir parado. Tudo parece ser dinâmico, menos nós. Tudo e todos passam pelas nossas vidas, e nós ficamos ali estagnados, pensando que somos os protagonistas de todo o teatro no mundo. Talvez seja o amadurecimento, talvez depressão! Quem responderá?!
Contudo algo mudou. Uma sensação de estagnação e tristeza invadiu meus pensamentos. O que seria isso? Era a perspectiva. Não mais a mesma. Outra. Um olhar diferente. Percebi que não era eu quem passava pela vida das pessoas, pelas coisas e pelos obstáculos. Como é ruim se sentir parado. Tudo parece ser dinâmico, menos nós. Tudo e todos passam pelas nossas vidas, e nós ficamos ali estagnados, pensando que somos os protagonistas de todo o teatro no mundo. Talvez seja o amadurecimento, talvez depressão! Quem responderá?!
A única certeza que me restou
foi de que eu deveria ter escrito esse texto no momento em que esses
pensamentos passaram por mim. Deixei-os, em parte, escapar, por isso não
está tão bom. A inspiração foi-se embora como Heráclito, e eu fiquei,
mais uma vez, parado como Parmênides. Com qual dos dois deveria estar a
razão?! Seria o mundo feito de aparências? Aparentemente estou fixo,
preso no chão... aparentemente estou passando. Seria possível as duas
ideias habitarem o mesmo momento?
Acho que estamos parados para nós e em movimento para os outros. Ou seria o contrário?! Provavelmente nunca saberemos. O ônibus continua em movimento, eu, imóvel, e as paisagens, indo embora, mas, por Deus, tudo isso não se compara às pessoas que vivas ou mortas se vão das nossas vidas de uma vez por todas.
Acho que estamos parados para nós e em movimento para os outros. Ou seria o contrário?! Provavelmente nunca saberemos. O ônibus continua em movimento, eu, imóvel, e as paisagens, indo embora, mas, por Deus, tudo isso não se compara às pessoas que vivas ou mortas se vão das nossas vidas de uma vez por todas.
20/12/2014
Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
PAES, Marcílio Moreira. "Permanecendo"; Pedra Pequena. Disponível em: https://pedra-pequena.blogspot.com/2018/11/permanecendo.html. Acesso em:
PAES, Marcílio Moreira. "Permanecendo"; Pedra Pequena. Disponível em: https://pedra-pequena.blogspot.com/2018/11/permanecendo.html. Acesso em:


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