Ao longo de nossas vidas, sem dúvidas,
precisamos ser podados. Corta-se um pouco aqui, um pouco ali. Remove-se
um espinho aqui, ajusta-se o caule daquele lado. Tudo isso é
aprendizado. Tudo isso é para que o resultado seja melhor do que o
produto inicial. Contudo, é preciso preparar a planta. Há quem diga que
existem períodos adequados para a poda. Do contrário, a planta pode
ficar pior ou até morrer.
Não entendo muito de plantas, embora seja neto de fazendeiros. Nunca tive contato com plantas. As mais próximas ficam no jardim que assumo: não cuido há tempos. Porém já ouvi muito a respeito. Creio poder expor um pouco sobre elas.
Não entendo muito de plantas, embora seja neto de fazendeiros. Nunca tive contato com plantas. As mais próximas ficam no jardim que assumo: não cuido há tempos. Porém já ouvi muito a respeito. Creio poder expor um pouco sobre elas.
Hoje, após algumas
experiências, perguntei-me se somos parecidos com as plantas. A resposta
foi um "sim" pensativo. Volta e meia, seja no trabalho, em casa, com as
amizades, em diversas circunstâncias somos repreendidos, advertidos por
erros ou supostas inadequações. Podemos reagir bem, se estivermos
preparados. Caso contrário nossa reação pode ser ruim. Podemos "morrer"
até. Morrer para nós mesmos, para nossos amigos, para nossos parentes,
para nossos funcionários, alunos e superiores.
Tenho medo. Não tenho medo de não estar preparado quando vier alguém podar, arrancar um espinho, ou ajeitar o caule. Tenho medo de errar o momento, a circunstância adequada. Diferentes das plantas, não somos só podados, também fazemos a poda em outros. Saber qual é o momento certo é primordial. O erro pode ser fatal. Todos deveríamos ter esse receio, pois, se assim fosse, jardins belíssimos e bem cuidados sempre estariam ao nosso redor: belas amizades, familiares super agradáveis, funcionários produtivos e motivados, alunos bem-educados.
Não entendo muito de plantas, mas entendo um pouco de crianças. Espero ensinar isso a meus alunos. Acho bem mais importante fazê-los aprender a respeitar os momentos do que qualquer outro saber científico, porque, para mim, o que interessa é a humanidade que há em cada um de nós.
Tenho medo. Não tenho medo de não estar preparado quando vier alguém podar, arrancar um espinho, ou ajeitar o caule. Tenho medo de errar o momento, a circunstância adequada. Diferentes das plantas, não somos só podados, também fazemos a poda em outros. Saber qual é o momento certo é primordial. O erro pode ser fatal. Todos deveríamos ter esse receio, pois, se assim fosse, jardins belíssimos e bem cuidados sempre estariam ao nosso redor: belas amizades, familiares super agradáveis, funcionários produtivos e motivados, alunos bem-educados.
Não entendo muito de plantas, mas entendo um pouco de crianças. Espero ensinar isso a meus alunos. Acho bem mais importante fazê-los aprender a respeitar os momentos do que qualquer outro saber científico, porque, para mim, o que interessa é a humanidade que há em cada um de nós.
08/12/2014
Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
PAES, Marcílio Moreira. "Quando a poda não dá certo"; Pedra Pequena. Disponível em: https://pedra-pequena.blogspot.com/2018/11/quando-poda-nao-da-certo.html. Acesso em:
PAES, Marcílio Moreira. "Quando a poda não dá certo"; Pedra Pequena. Disponível em: https://pedra-pequena.blogspot.com/2018/11/quando-poda-nao-da-certo.html. Acesso em:


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