Já deve ser o oitavo dia de quarentena por conta da pandemia do Novo Coronavírus e ainda tenho muita coisa para fazer dentro de casa. Colocar os estudos em dia, arrumar o guarda-roupa, as gavetas, ler os muitos livros que tenho na estante mas... não sinto vontade de fazer nada.
As muitas notícias que se espalham vindas da Itália me assustam. Os idosos mais do que qualquer outra faixa etária estão morrendo mais. O medo e o cuidado em proteger meus pais só aumentam.
Já deve ser o oitavo dia de quarentena e perdi a coragem de sair. Hoje não fui comprar pão, não vou mais ao mercado. Encomendei as compras por um aplicativo de celular. Gostei muito. Um ex-aluno me indicou. Espero que as compras cheguem.
São 17h53 e resolvo escrever enquanto as compras não chegam. Lembro das pessoas que me ridicularizaram quando, mesmo antes de chegar essa doença ao Brasil, tive receio. Hoje os governantes falam para ficarmos em casa, porque quanto mais gente pelas ruas, mais o vírus se espalha. Não fui tolo em ter receio. Em 37 anos nunca vi uma quarentena como a desses tempos. Nem mesmo quando o Brasil sofreu a chegada da H1N1, a famosa Gripe Suína, no ano de 2009.
Fico indignado com o presidente do país que insiste em dizer que uma pneumonia crônica é uma simples gripezinha. Pessoas estão morrendo pelo mundo. O medo e a tristeza aumentam. Mas não há muito o que fazer! A não ser ficar em casar e procurar se isolar. Organizações de saúde ora proíbem remédios ora permitem, gerando mais confusão e pavor. Quem está certo? O que poderemos realmente tomar caso sejamos infectados?
A todo o momento as autoridades anunciam que o sistema de saúde vai entrar em colapso. Não ajuda muito, sabe?! O pavor só cresce. Em outro veículo de comunicação anunciaram que o Covid-19, como essa doença é chamada, mata por asfixia, como se estivéssemos morrendo por afogamento. Mais pavor!
O exército ainda não foi acionado. Os governantes prometem hospitais de campanha, porém não há movimentação de que estejam montando nada. Tudo parece esperar pelo pior e só deixar para agir quando o pior chegar.
Oro para que achem logo um medicamento para que salvem as muitas pessoas que estão na ventilação mecânica. Oro para que achem um medicamento que nos impeça de entrar na ventilação mecânica. Oro para que sobrevivamos!
Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
PAES, Marcílio Moreira. "Quarentena no Rio"; Pedra Pequena. Disponível em: https://pedra-pequena.blogspot.com/2020/03/quarentena-no-rio.html. Acesso em:
PAES, Marcílio Moreira. "Quarentena no Rio"; Pedra Pequena. Disponível em: https://pedra-pequena.blogspot.com/2020/03/quarentena-no-rio.html. Acesso em:


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